quinta-feira, 25 de agosto de 2016
domingo, 7 de agosto de 2016
Algumas reflexões minhas breves sobre o P.A
Questões sobre P.A – Luciane Scherer – Turma E
- A
cultura do projeto Aprendizagem por projeto é o mesmo que ensino por
projeto?
A meu ver não, nem quanto às referências
estudadas e nem pela nossa própria experiência docente. Foi o que fora muito
bem abordado e explorado nas aulas de S.I 3 neste semestre. O projeto de ensino
parte do conteúdo e do professor. Já o projeto de aprendizagem parte do
interesse e necessidade do aluno/turma, podendo ser contextualizado ao conteúdo
ou vice-versa. A cultura do ensino/aprendizagem por Projetos começou pelo
ensino/conteúdo, mas fora se modificando com o tempo, as experiências e
vivências (ufa, ainda bem, pois fomos todos aprendendo com elas).
- Como
se inicia um projeto para aprender?
A meu ver observa-se o aluno e a turma,
independente de nível de ensino e faixa etária e se procura contextualizar (eu
ao menos procuro fazer isso) conteúdos ao longo deste projeto, de acordo com as
dúvidas e necessidades das crianças.
- Com
que idade o aluno pode começar?
Desde a Educação Infantil, como sabemos
o cérebro é plástico, quanto mais cedo se começa, mais cedo e um maior volume
se aprende. Como por exemplo, o estudo de outras línguas e instrumentos (como
diria o professor Celso Antunes). E como eu estou no quarto ano letivo com esse
nível de ensino ainda me surpreendo com a capacidade de aprendizagem e
correlações que eles fazem (são esponjas do saber).
- E os
currículos? Como ficam?
Creio que os currículos podem e devem ser flexíveis assim como os
planejamentos. A meu ver eles podem e devem continuar existindo como uma base,
um mediador das futuras aprendizagens. A cultura de projetos não precisa ser
anti-currículos, e sim manter a organização da escola e da prática pedagógica.
- Como
fica, então, o papel do professor?
O professor há muito tempo (anos 80-90)
deixou de ser conhecido como um mero transmissor de conhecimentos. O papel
legítimo de um professor é na verdade o de um mediador das aprendizagens, um
orientador na busca pelo conhecimento, um incentivador de seus alunos.
Atualmente pela metodologia/cultura de projetos, somos um pesquisador, assim
como devem ser os nossos alunos.
- E o
aluno? Como aprende?
Para mim o meio continua sendo um fator
determinante e motivador, além do professor e da escola. Promover que a
criança/aluno observe e reflita sobre o meio em que vive, buscando soluções e
ideias para as melhorias naquela comunidade é fundamental. Ter a parceria e a
participação da família sempre que possível é o ideal. O aprender passa pelo
desacomodar, refletir sobre o novo e promover melhorias na vida daquela
criança/família/comunidade.
- Como
administrar a mudança na escola?
Essa mudança deve fazer parte do PPP e
Planos de estudo da escola. Sendo discutida com toda a comunidade escolar,
sejam: os pais, funcionários e professores. Através de ações como reuniões,
festas, pesquisas, entrevistas e Secretária de Educação. É claro que na maioria
das vezes essa mudança não é fácil, porque não aprendemos desse jeito, assim
como os pais de nossos alunos, e até pelos aqueles que ignoram a escola, por
não terem dito a oportunidade de terem passado por uma.
Guaíba, 21/07/16.
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