Mesmo com 26 anos completos de magistério, entre estágio e docência, tendo apenas 41 anos de idade, tendo curso técnico em Magistério, a primeira graduação em Biologia, pós em Psicopedagogia, diversos cursos de extensão (muitos na UFRGS e outras universidades referência no RS), AEE... sendo docente desde a educação infantil, passando por diferentes idades e níveis de ensino, até a formação e palestra de profissionais da educação e até mesmo conhecendo várias escolas e realidades de comunidade escolar.
Sempre achei que ser professor era um dom, uma inteligência segundo Gardner, e que o ser professor já nascia quase pronto e encaminhado a área da educação. Mas ao longo da minha prática e estudos, principalmente na minha docência no curso de formação de professores e no cursar essa segunda graduação em Pedagogia, pude observar que em muitas vezes o aluno daria um ótimo professor e que outros nem tanto.
Porém, mesmo sendo a maioria desses alunos esforçados e aparentemente excelentes pessoas e cidadãos, muitos que eu considerava ideal para ser professor, seguiram outros caminhos com maestria. Já outros com grande potencial, não tiveram perseverança, oportunidade ou tanta sorte assim, uma pena. E até mesmo, aqueles que não me pareciam que seriam mestres ou educadores tão brilhantes, insistiram e seguiram no sonho, mesmo com todas as suas limitações. Assim como eu, que tenho as minhas e você tem as suas limitações prosseguimos.
Ainda bem, que ao longo da vida, nos flexibilizamos e mudamos as nossas concepções, pois somos seres mutáveis em constante evolução e não sou mais assim, tão simplória.
Não é o "canudo", que nos dá essa visão, mas sim a prática da sala de aula, o cotidiano, os estudos, as trocas nas rodas de conversa nos grupos da sala da universidade, tendo a visão do outro educador e profissional, comparada e refletida a minha. E isso, apenas cada um de nós no seu íntimo e reflexão pessoal e também profissional que podemos fazer. Até mesmo eu, que achava Paulo Freire como um discurso político e esquerdista demais, hoje vejo e tenho nele muito da minha fala, inspiração e sensibilidade, o que me orgulha bastante!

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