sábado, 28 de dezembro de 2019
Fechamento!
Achei que eu ia desistir do PEAD ou que ele fosse desistir de mim, mas estamos juntos. A maioria das colegas se formou em setembro/19, as outras serão em fevereiro/20 e eu em julho ou agosto de 2020. Ao menos, não me senti tão sozinha quando encontrei algumas colegas na reunião ou pelos grupos de whatts up, em especial nas aulas de artes na FACED. Agradeço a todos dentro da universidade que me ajudaram, especialmente a Giane pela atenção e paciência; e a minha orientadora Tania Marques que vai me acompanhar mais um pouco. #Gratidão #vemtcc #vaiterformatura
O nono semestre parte 2 (2019/2): o TCC
Eu já havia postado um tópico com um título semelhante, parte 1: em que relatava sobre o meu estágio, a minha ansiedade, as minhas dificuldades de escrita e o meu TCC. Agora com as ideias na cabeça e um pouco no papel, pois tive ideia sobre a minha justificativa de temática vindo para casa do trabalho dirigindo. Isso é uma evolução, pois costumo ter ideias lavando louça. E foi bom deixar para depois essa finalização, porque usamos outros jogos com a mesma turma nesse ano letivo, como quinto ano. O que diferenciou um pouco foi também a chegada de 2 alunos novos. Também trabalhei a cultura dos jogos em matemática com os anos finais. Além de ter feito outros estudos, cursos e tido outras experiências ampliaram a minha base para uma escrita melhor do meu tão afamado e temido TCC (que parece que estou parindo um filho de fórceps).
Relembrando o nono semestre: o mais longo de todos!
O meu nono semestre foi o mais longo de todos, porque durou um ano. No início do ano letivo eu estava trabalhando 44h semanais na escola, com muitas turmas, planejamentos e turnos diferentes. não consegui realizar as atividades da faculdade devido ao trabalho, comecei a ficar doente e ainda tive outros problemas pessoais. Me sentia desanimada e incapaz e por isso, senti a necessidade de desacelerar assim deixei as duas disciplinas pendentes para esse final de ano, nas minhas férias. E para 2020 a finalização e apresentação do meu TCC. Para daí então a formatura. Aprendi com o tempo, a idade e a maturidade que desacelerar é bom; e se não há pressa por quê não?!
Relembrando o oitavo semestre: o estágio.
Como eu já havia citado antes, o sétimo semestre foi uma preparação para o estágio. A gente costuma pensar que a prática do estágio deve ou vai ser diferenciada da nossa práxis costumeira. Do tipo vamos soltar fogos ou fazer piruetas, mas na verdade assim não funciona sempre, nem por material e nem pelo trabalho em si. Pecisamos seguir o conteúdo e um planejamento com algumas atividades diversificadas para deter a atenção das crianças e promover uma aprendizagem mais significativa. Mesmo eu trabalahndo numa escola mais formal, tivemos muitos momentos de destaque, mas nada que fuja a minha prática normal. Não sou uma pessoa de enfeitar a realidade para agradar ninguém. A minha turma não era muito simples e mesmo assim gostaram do meu trbalho e eu continuei com eles, nesse ano letivo de 2019.
Retomando o sétimo semestre!
O que mais me lembro do sétimo semestre era a ansiedade sobre o estágio, mesmo que fosse na minha turma e na minha escola. Por ser uma escola particular, que segue formalmente os livros didáticos e por ser pela UFRGS desta vez, sentia um peso e uma responsabilidade devido as formalidades e prazos a serem cumpridos.
Consegui fazer os planos no semestre a serem apresentados, a professora gostou do trabalho e da minha postura nas aulas visitadas. Passei o mês todo de janeiro de 2018 finalizando o meu relatório e os únicos ajustes solicitados pela orientadora foi quanto aos tempos verbais e as referências. No final, meu conceito foi A, e eu fiquei espantada, envaidecida e imensamente agradecida. E, talvez por isso tenha me procrastinado tanto para o tcc.
Retomando a segunda metade do curso: o sexto semestre!
Conforme solicitado pela tutora, venho novamente relembrar e comentar esse semestre. Mesmo que no início do ano letivo já tenha feito isso, junto com todo o curso. Isso se torna para mim, cansativo, repetitivo e doloroso pela situação que passei na época e que ainda não se resolveu (assunto não será mencionado).
Ao menos esse semestre se passa no final de 2017, pois o meu sufoco foi em 2016. Nesta época trabalhei como contratada em Estância Velha com os anos iniciais, tinha um 3o ano. Foi uma das melhores redes de ensino que já trabalhei nesses 27 anos de carreira no magistério. Foi a única escola em que ouvi a diretora dizer que podia pegar o material que precisasse no armário ou se fosse outro material era só pedir que ela compraria. Lá o CPM funciona e a prefeitura também tinha contratado os jogos e a formação de professores da Mindlab. Pena que o contrato não continuou e o MP madou nos demitir por ter excedido a lei de responsabilidade fiscal ao nos contratar e ao orçamento do município pela contratação da Mindlab. Sendo que a escola que eu trabalhei foi vice campeã nacional em 2018.
Nessa mesma época estávamos pondo em prática os projetos de p.e e p.a, mas não pude criar um nosso porque já tinha um em andamento na turma dado pela escola, que era sobre a construção de jogos e brincadeiras clássicas infantis feitos pelas crianças com materiais reutilizáveis (algo que eu fazia desde o meu curso normal, também como bióloga e psicopedagoga), e que costumo realizar com minhas turmas de anos iniciais (onde também aprendi muito com as minhas turmas de E.I), usei no meu estágio e fará parte do meu tcc, que será sobre a aprendizagem matemática através de jogos de tabuleiro (e que eu uso na atualidade com as minhas turmas).
E isso aconteceu de forma natural e integrada, como costumam ocorrer na minha vida!
sexta-feira, 27 de dezembro de 2019
Meu desabafo sobre a arte.
O início da minha escolarização em
arte não foi muito diferente dos citados nas leituras ou vídeos. Apesar de eu
amar ir à escola já no jardim de infância, não pude concluir esse ao letivo
porque minha avó me super protegia e não deixava eu ir a escola, porque ficava
doente. Mas as minhas lembranças do meu jardim, na época de 5 para 6 anos, no
início dos anos 80 eram boas; minhas professoras costumavam a trabalhar as
folhas mimeografadas prontas, e também trabalhos em grupos com construções e pinturas
com materias diversos e tintas. Até tínhamos alguns desenhos livres.
Já nesse tempo tínhamos a
implantação dessa arte tecnicista, padronizada. Nos meus anos iniciais foram só
folhinhas prontas, o que me levou a acreditar e interiorizar que eu não sabia
desenhar, que a arte não era para mim, que eu não tinha dom, pois não seguia
aquele padrão de perfeição. Isso nos causa frustração e inibição.
Nos meus anos finais tive como
professora de artes a minha professora de ciências (falta professor de artes,
coloca-se aquele que precisa completar carga horária, até hoje é assim). Já na
1ª aula da 5ª série ela “brigou” comigo porque eu não sabia desenhar direito e
nem usar a régua (uma vergonha, na frente de todos).
Depois no E.M ao cursar
magistério, não conseguia fazer nada livre, nem me arriscava, nem na pintura;
só usando moldes (tenho a pasta até hoje). Lembro-me que quando no 3º ano, fui
chamada atenção pela professora (que era de educação física, mas dava artes
porque era artesã), por um cartaz de aniversário com um palhaço, em que ela
disse como eu teria coragem de usar tal lixo como cartaz no meu estágio (isso
perante 35 colegas). Ao menos, foram professoras como essas que me ensianram
mesmo na dor, o tipo de professor que eu não seria. Mas as marcas são
profundas, ficam na alma até hoje, pois não é a toa que as relato aqui (ufa).
Desculpe pelo desabafo, tentei ser suscinta, por mais espantoso que pareça foi
doloroso relatar esses acontecimentos aqui.
Onde a minha vida foi melhorar?
Onde os meus traumas começaram a passar? Quando em 2013 fui trabalhar na
educação infantil, onde fiquei por 4 anos. Amei tudo de bom que vivi lá, guardo
esse aprendizado e esse olhar sobre a arte e o desenvolvimento dos pequenos
sempre comigo, com muito carinho e
saudade. Foi uma época de paz e muitas construções e ressignificações na minha
vida e carreira.
Tudo o que não aprendi como aluna
nas escolas sobre arte, aprendi com meus alunos fazendo arte. Especialmente nas
nossas pinturas e lambanças. O fato de construir na educação infantil, utilizar
elementos diversos e seus reusos (coração da bióloga aqui), fiz minhas paes com
a arte. Ao longo da vida, nos últimos tempos procurei visitar exposições,
museus e as bienais, que tanto curto.
Ao cursar essa disciplina no final
do PEAD e acompanhar o trabalho da
professora Susana pelas redes sociais, percebi que estou indo no caminho certo.
Como ela disse na última aula presencial, que arte não é sujeira, que devemos
cuidar as palavras que usamos, pois mesmo indiretamente podemos ferir ou maquiar
as ações e os sentimentos em torno da arte.
Ao menos, tentei não passar esse
meu medo da arte na minha caminhada como professora, sempre falando aos meus
pequenos que cada um tem seu jeito próprio de desenhar (outra face que a psicopedagogia,
me deu). Ao finalizar esse texto, me lembro e remeto a duas citações:
“Feliz daquele que transfere o que sabe e aprende o que
ensina.”
Cora
Coralina
“Antes de uma criança começar a falar, ela canta. Antes
dela escrever, ela desenha. No momento que consegue ficar em pé, ela dança. Arte
é fundamental para a expressão humana.’
Phylicia
Rashad
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