domingo, 29 de maio de 2016


Hora da história, cantinho da leitura, livros e materiais escritos diferenciados, teatro de fantoches, visita a biblioteca, assistir vídeos de histórias me fazem muito bem e despertam em nossas crianças a cultura, o gosto e o amor pela leitura, pelos livros, pela literatura. Além de despertar a criatividade, a imaginação e a criticidade, situações-problema perante os Projetos de Aprendizagem!





Como o texto "Apenas brincando", mexeu comigo. Li ele numa reunião da escola de professores e depois no Chá das Mães e, por conseguinte na formação de pré-escola da SMED da PMNH e foi tocante em todos esses momentos, para que todos, não só eu, pudemos refletir mais sobre essa prática!


Achei que libras era muito mais difícil, mesmo conhecendo dois surdos e tendo uma amiga intérprete e tradutora. Adorei a primeira aula, ainda mais quando percebi que a professora era minha cidade e também me fitava. Conversamos depois um pouco e ela estudou na Escola Normal que lecionei, uma provável aluna entre tantas, em tantos anos. Ao mesmo tempo que fico orgulhosa de vê-la lá como professora da Ufrgs, vejo como o tempo passou e eu estou ficando velha hhh. Não, apenas experiente, melhor como vinho. São situações como essas que me dão orgulho de minha trajetória como professora! O desafio pra mim será fazer os vídeos "falando" em libras, mas bora aprender!

Retomando a concepção do "Ver e olhar."

Há alguns anos atrás, quando me deparei com uma aluna deficiente visual no terceiro ano do EM, em que estudaríamos genética  me vi numa sinuca de bico.
Mesmo sabendo de toda a capacidade dela, por ter sido também minha aluna no segundo ano de biologia. Nessa série fora mais fácil para ambas, pois era a tal "decoreba com leitura e oralidade", portanto mais simples para nós duas.
Saí da sala de aula após introduzir os cálculos da genética pensando como poderia atingí-la mesmo sem ela ter a visão como os outros.
Até que ao descer as escadas da escola me veio uma luz, voltei a sala dela e disse: Jenni amanhã tu vens a tarde com um pacote de massa de modelar  grande que faremos um tabuleiro e umas bolinhas.
E assim foi fizemos o jogo da velha, com bolinhas grandes e pequenas para simbolizarmos os gens dominantes e recessivos e foi um sucesso!
Ela aprendeu tanto que a nossa nova maneira pode ensinar aquelas que viam, mas não enxergavam como ela.
Pudemos ajudar os que tinham dificuldade de abstração, apresentar nas feiras de ciências escolares da cidade e na própria ULBRA a nossa conquista.
Já tinha tido uma aluna deficiente visual que tirava notas maiores do que os que veem. Essa experiência serviu para constatar que ver é diferente de enxergar. Que ver é só olhar, observar. Mas que enxergar é ver e aprender com os olhos do coração!
Depois disso um dia ela me perguntou profe com o que vou trabalhar se sou assim, e eu disse tu ainda duvida de ti, porque não faz psicologia, pois tu escuta tão bem as tuas colegas, é paciente, estudiosa, dedicada e ainda sabe genética como ninguém. Seja psicóloga, qual foi meu espanto há 2 anos atrás ao visitar a Escola Normal lugar onde tudo começou, em Guaíba, encontrá-la como estagiária de psicologia escolar. Há e não disse que ela na época da escola trabalhava como telefonista em POA e estava noiva. E você e eu se queixando da vida!?

domingo, 22 de maio de 2016


O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO!

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
Se É jovem, não tem experiência.
Se É velho, está superado.
 
Se Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.

Se Fala em voz alta, vive gritando.
Se Fala em tom normal, ninguém escuta.
 
Se Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Se Precisa faltar, é um 'turista'.
 
Se Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Se Não conversa, é um desligado.
 
Se Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Se Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
 
Se Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Se Não brinca com a turma, é um chato.
 
Se Chama a atenção, é um grosso.
Se Não chama a atenção, não sabe se impor.
 
Se A prova é longa, não dá tempo.
Se A prova é curta, tira as chances do aluno.

Se Escreve muito, não explica.
Se Explica muito, o caderno não tem nada.
 
Se Fala corretamente, ninguém entende.
Se Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.

Se Exige, é rude.
Se Elogia, é debochado.
 
Se O aluno é reprovado, é perseguição.
Se O aluno é aprovado, deu 'mole'.

É ........ o professor está sempre errado, mas se conseguiu ler até aqui,
agradeça a ele!

Esta é para ser repassada mesmo.
 

E PARA PENSAR SOBRE NOSSAS PRIORIDADES.
MESMO QUE VOCÊ NÃO SEJA PROFESSOR, É PRECISO LEMBRAR QUE JÁ PRECISOU OU PRECISARÁ DE UM...

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Pais Maus
“Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
– Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde iam, com quem iam e a que horas regressariam.
– Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar”.
– Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
– Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
– Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade de suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
– Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes “não”, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).
Essas eram as minhas batalhas mais difíceis, mas estou contente, venci… porque vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus, meus filhos lhes dirão: “Sim, eles eram maus. Os mais maus do mundo…”
– As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.
– As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
– E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
– Eles insistiam em saber onde estávamos a toda hora (tocavam nosso celular de madrugada e fuçavam nos nossos e-mails). Era quase uma prisão. (Eu, Cirilo Veloso Moraes, discordo desta frase. Não entendo que excesso de vigilância e invasão de privacidade seja coerente).
– Eles tinham que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistiam que deveríamos dizer com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
– Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles “violavam as leis do trabalho infantil”. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis.
– Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
– Eles sempre insistiam para que lhes disséssemos sempre e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos.
– A nossa vida era mesmo chata. Eles não deixavam os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para eles os conhecerem.
– Enquanto todos podiam voltar tarde da noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aqueles chatos levantavam para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar). Por causa deles, nós perdemos imensas experiências na adolescência:
– Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.

E agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos “PAIS MAUS”, como meus pais foram.
“Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: não existem suficientes “PAIS MAUS”.”
Obrigado vida por ter tido e sido um mau pai. Concordo em gênero, número e grau!



Apenas brincando
(Anita Wadley)
Quando estou construindo com blocos no quarto de brinquedos,
Por favor, não diga que estou apenas brincando.
Porque enquanto brinco estou aprendendo
Sobre equilíbrio e formas.
Quando estou me fantasiando,
Arrumando a mesa e cuidando das bonecas,
Por favor, não fique com a idéia que estou apenas brincando.
Porque enquanto brinco estou aprendendo.
Eu posso ser mãe ou pai algum dia.
Quando estou pintado até os cotovelos,
Ou de pé diante do cavalete ou modelando argila,
Por favor, não me deixe ouvir você dizer: ele está apenas brincando.
Porque enquanto brinco estou aprendendo.
Estou me expressando e criando.
Eu posso ser um artista ou um inventor algum dia.
Quando você me vê sentado numa cadeira
Lendo para uma platéia imaginária,
Por favor, não ria e pense que eu estou apenas brincando
Porque enquanto brinco estou aprendendo.
Eu posso ser um professor algum dia.
Quando você me vê procurando insetos nos arbustos,
Ou enchendo meus bolsos com todas as coisas que encontro,
Não jogue fora como se eu estivesse apenas brincando
Porque enquanto brinco estou aprendendo.
Eu posso ser um cientista algum dia
Quando estou entretido com um quebra-cabeça,
Ou com algum brinquedo na minha escola,
Por favor, não sinta que é um tempo perdido com brincadeiras
Porque enquanto brinco estou aprendendo
Estou aprendendo a me concentrar e resolver problemas.
Eu posso estar numa empresa algum dia.
Quando você me vê cozinhando ou experimentando alimentos,
Por favor, não pense que porque me divirto, é apenas uma brincadeira.
Eu estou aprendendo a seguir instruções e perceber diferenças.
Eu posso ser um “chef” algum dia.
Quando você me vê aprendendo a pular, saltar,
Correr e movimentar meu corpo,
Por favor, não diga que estou apenas brincando
Eu estou aprendendo como meu corpo funciona.
Eu posso ser um médico, enfermeiro ou um atleta algum dia.
Quando você me pergunta o que eu fiz na escola hoje,
E eu digo, eu brinquei,
Por favor, não me entenda mal.
Porque enquanto eu brinco estou aprendendo.
Estou aprendendo a ter prazer e ser bem sucedido no trabalho.
Eu estou me preparando para amanha.
Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar.

#Istometocouprofundamente!