sexta-feira, 28 de julho de 2017

Abordagem 1


1.      A escola como instituição pública, sua organização e gestão;

A Escola de Educação Infantil Particular que trabalhei no início deste ano letivo, no Bairro Menino Deus em Porto Alegre tem 27 anos de existência. Sua proprietária, diretora e pedagoga têm especialização em arterapia. Relatou-me que nesse período todo, passaram por ali aproximadamente três mil crianças.
É uma instituição bem diferente das públicas, não é de todo ruim, mas tem suas peculiaridades um tanto negativas, que não valem nem a pena ser relatadas, porque me entristecem como mãe, pessoa e educadora. Por tais motivos não quis duplicar meu contrato nesse local, mesmo minha carteira já estando assinada.
Era uma verdadeira escola gaiola (ainda fazendo referência ao texto de Rubem Alves), em que o trabalho pedagógico servia de enfeite aos pais, como mercadoria meramente comercial. Mesmo meu trabalho sendo apenas a tarde com o berçário, sendo responsável pela parte pedagógica do mesmo, não pude me envolver além da minha saída, por se tratar de pessoas de alto escalão e poder político na capital, sou apenas um café pequeno no meio disso tudo. Assim, decidi não ser conivente com a prática de alimentação às crianças e resolvi sair, porque isso me angustiava muito.
Após essa experiência, continuem com os atendimentos particulares em casa, mas que eram poucos. Assim como já relatei na introdução fui trabalhar em um mercado em Alvorada por um mês.
Fui chamada para o contrato em Estância Velha há poucos dias, ainda estou me ambientando com a rede municipal, que se assemelha com a minha vivência de NH. Estou gostando de novamente estar trabalhando com o terceiro ano do EF. Eu e as crianças estamos nos adaptando bem, eles possuem um déficit de aprendizagem, digamos assim devido a ter ficado 45 dias sem uma professora titular, apenas com suplências.
        Já tenho observado uma ampliação da Gestão Democrática, desde os meus 15 anos como professora da rede publica estadual do RS, comparada as redes municipais de Novo Hamburgo em que trabalhei por 4 anos e ao meu atual emprego em Estância Velha.
        Os municípios do Vale dos Sinos investem na formação continuada de seus professores de forma prazerosa e eficaz. O que mais me chamou atenção no meu pouco tempo em Estância Velha, foi a formação oferecida pela prefeitura municipal com os Jogos da MindLab, projeto Mente Inovadora que já fora aplicado no município em 2012.
        Nesta pequena cidade, tu já observas escolas novas, bonitas e bem cuidadas, preocupadas com a adaptação e a acessibilidade. Investimento na formação de seus educadores e de seus alunos. Este projeto: Mente Inovadora se utiliza do recurso dos jogos de tabuleiro, para desenvolver o raciocínio e a socialização.
        Ao longo deste segundo semestre, as crianças estudaram três jogos com um material de apoio e depois do período de jogo em sala; cada aluno ganhará um kit de jogo para ficar para si de presente e usar com a sua família.
        Sinto-me feliz de participar deste trabalho e observar que ao longo destes 25 anos em educação, mesmo em diferentes redes, a preocupação com o desenvolvimento das pessoas e do país ainda existe.
        Infelizmente, não posso dizer o mesmo sobre a GD da escola particular citada no início do trabalho e nem da outra que trabalhei por três anos em Eldorado do Sul. Acredito que mesmo sendo a escola particular, a gestão democrática possa existir e fazer a diferença.
        Retomando esta escrita após a primeira postagem, apenas acrescento como consideração final que minha escrita não é descontinua. Apenas não tenho como reescrever em todas as minhas sínteses o que ocorreu na minha carreira ao final de 2016. Como em cada semestre somos avaliados no whorkshop, por uma dupla de professores diferentes não tenho como retomar todo o ocorrido, simplesmente leia e acompanhe meu blog. Afinal, o blog é o maior trabalho e visor de nós no curso e é para isso que ele serve. E sim, procuro sempre relacionar os assuntos estudados no semestre, relacionando-os com a minha prática e também com a minha vida. Pois, para mim somos indissociáveis, tanto como pessoas como profissionais. Até mesmo, relembrando estudos e práticas de disciplinas de semestres anteriores.
       





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