Começo a minha
reflexão, a partir deste trecho do texto dado:
“O processo de aprendizagem é
dinâmico e ativo. Quando aceitamos que o homem seja sujeito na compreensão do
mundo, aceitamos que também o seja na construção do seu conhecimento sobre a
escrita, uma parcela do conhecimento social. Paulo Freire entende alfabetização
como um ato de conhecimento, no qual "aprender a ler e escrever já não é,
pois, memorizar sílabas, palavras ou frases, mas refletir criticamente sobre o
próprio processo de ler e escrever e sobre o profundo significado da
linguagem.”
A construção do
conhecimento, da escrita e da linguagem se dá não pela leitura da palavra e sim
pela leitura de mundo e de sua significância. Daí tantas vezes aparecer ao
longo da leitura dada e dos vídeos anteriores as citações das ideias, estudos e
práticas pedagógicas de Paulo Freire, como o tema gerador por exemplo.
Não
me atenho de forma alguma a apenas a representação do signo da palavra, mas sim
no seu significado no cotidiano e na bagagem de cada educando da EJA. Isso vai
muito além dos estudos de Emília Ferrero na construção da linguagem escrita.
Aprofunda-se e contata-se que aquele que lê e escreve tem um papel social e
mais politizado, não político e nem manipulado.
Além
de ser mais fácil de aprender e estudar com o que se vive, nossas construções e
relações com o nosso mundo aumentam, se fundamentam e também em especial se
flexibilizam. Porém, isso aos nossos governantes não deve ser nada bom, porque
povo que lê, que aprende e que estuda, também questiona a sociedade e
principalmente o governo.
Talvez
seja por isso que no nosso país o investimento em educação e nos professores
seja tão inferior ao resto do mundo. Dá até para relacionar um pouco com o
nosso hino rio-grandense: “Povo que não tem virtude acaba por ser escravo.”!
Somos escravo da língua e assim por si só, do pensamento e das atitudes também.
Há alguns anos atrás eu seria radicalmente
contra os estudos e citações de Paulo Freire, por considerar que sua pregação
fosse apenas radicalismo e exploração política. Mas ao longo do curso e como
vimos no texto dado, suas citações e obra foram e são indispensáveis ao atual
pensamento sobre educação no Brasil e no mundo. E ao longo do curso, dos meus
trabalhos, estudos e postagens vi que em muito suas ideias e ideais também são
meus. Porque temos essa mania de brasileiro de valorizar o que é de fora. Que
bom que temos um professor e pensador em educação desse nível que nos
representa perante a tantos outros de fora que estudamos a vida toda como
professores.
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