segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Dialogicidade por Paulo Freire


            Dentre tantas obras e leituras sobre Paulo Freire, não conhecia esse texto. Como no dia da aula de filosofia sobre o mesmo não pudemos assistir a um vídeo sobre o autor e o professor explanou sobre sua obra e sobre o texto: “A sombra desta mangueira” achei muito interessante. Como estou fazendo o trabalho agora e só li o texto anteontem pude estabelecer uma conexão mais direta com a fala do professor.
            Como eu já disse em textos e trabalhos anteriores, não costuma endeusar pensadores e até mesmo a obra de Freire muitas vezes me pareça populista. Porém em muitas idéias me completo com Freire. A mensagem desse texto que mais me chamou a atenção se refere quando ele diz que dialogar não é apenas tagalerar. E sim, saber argumentar, apropriando-se  cada um de sua cultura, sua leitura de mundo para tal, para produzir uma conversa fundamentada e coerente.
            Assim como a própria frase acima já diz, não adianta saber os conteúdos decorados, o alfabeto, a tabuada, ler mecanicamente e não saber conversar, argumentar, dialogar sobre a sua própria realidade. Procurando melhorá-la para o bem comum da sociedade. De nada adianta um analfabeto funcional para virar massa de manobra na mão da sociedade e/ou do interesse dos poderosos e inescrupulosos  para a população ficar a mercê da miséria.
            Eu mesma, que tenho fama de tagarela, pois tenho facilidade de conversar, dialogar e argumentar se não fosse assim seria apenas uma professora de livro didático. E no dia da aula, que o vídeo do professor de filosofia não passou, deu “errado”, se ele não soubesse argumentar sobre Paulo Freire será que a aula teria sido tão produtiva como foi?

            Procure ser uma professora desafiadora e motivadora, provocadora do diálogo e da pesquisa, mas será que todos nós professores e educadores estamos?

domingo, 28 de janeiro de 2018

Resumo final de Psicologia adulta 2


Construtivismo:

      Uma proposta de ensino e não um método novo de aprendizagem que chegou ao início dos anos 90 ao país. No início me assustou ainda como estudante do curso normal.
      Após isso estudamos o livro: “A psicogênese da língua escrita”. Essa prática errônea levou a muitos problemas, como o não corrigir o erro do aluno. Ela tratava apenas de reconstrução, de reaprender.
                        Levando em consideração esses quatro pontos:
1.      A postura do professor (sem medos);
2.      O material de ensino (construção e pesquisa);
3.      Disciplina na sala de aula (respeito mútuo);
4.      Avaliação escolar (diária, formativa e somativa)

      Alio hoje essa proposta ao Método científico também proposto ar pelo professor Fernando Becker em suas palestras. Onde podemos alinhar os conteúdos a prática da pesquisa dos alunos e vice- versa. Claro que respeitando os níveis de aprendizagem e o tempo de cada um. Pois, todos aprendem cada um no seu tempo e ritmo.


Reflexões finais

Trabalho final

            Escolhi primeiramente o texto: “A temática indígena na escola”, por ter menos contato e conhecimento sobre os índios em geral. O pouco que sei é das datas comemorativas nas escolas em que trabalhei, dos que avisto vendendo artesanato pelas ruas de Guaíba e Porto Alegre e do que escuto falar e ver das aldeias perto da minha cidade e ao longo das estradas do nosso estado enquanto viajo.
            Também sei da lei de 1998 que introduz o estudo indígena nas escolas de educação básica do país, porém desconhecia desse interessante projeto dessa escola de Porto Alegre sobre cerâmica. Algumas das minhas pequenas experiências com os indígenas:
            Antes disso, aprendi muito com um colega meu professor e doutor em história Luís Fernando Laroque, que é supervisor no Colégio Augusto Meyer em que trabalhei por 10 anos. Ele leciona também na Univates em Lajeado e todos os anos ele traz seus alunos do curso de história para aplicar oficinas de cerâmica e visita as aldeias em Guaíba, no mês de abril.
            Ele escreveu um livro sobre a história do nosso município, a revolução farroupilha e sua relação com a cultura indígena, especialmente a kaikang. Além, de eu assistir diversas palestras deles com os meus alunos sobre o tema. Mas o que mais me chamou atenção foi saber que leigamente utilizamos o termo índios para designar não um só povo ou raça, mas sim várias etnias diferentes. Os índios, como popularmente gostam de ser reconhecidos por sua tribo: guarani, kaikang, etc.
            Mas voltando ao citado no texto referência, essa experiência de convivência que ocorre na escola em Porto Alegre, demonstra a construção de uma cultura de paz, respeito e valorização entre o branco e o índio, como iguais enquanto seres humanos.
            Atividades como essa promovem a interculturalidade através da troca de experiências entre as comunidades possibilitando que a educação indígena vá muito além dos muros da escola ou do território da tribo.
            O que eu considero interessante também é a maioria das pessoas ver o índio brasileiro como uma caricatura histórica, como se já fossem um povo dizimado ou totalmente extinto. Mas eles estão presentes nos aglomerados urbanos e fazem parte da nossa conteiporaneidade, ainda lutando pelo seu espaço, suas reservas naturais e sobrevivência em meio a tantas adversidades e crueldade.
            Já o segundo texto que escolhi refere-se à temática do negro, que é muito mais evidente e discutida pelo preconceito, especialmente nas mídias sociais. Esses textos me fizeram refletir porque falamos mais do direito de um povo, raça ou etnia. Até parece, que em detrimento de outros, mesmo que de forma involuntária. O mais triste foi ler nestes textos, que o Brasil ao ser “descoberto” não teria cultura de forma alguma!
            O desafio está em quebrar esses paradigmas, especificamente nas relações de ensino e aprendizagem, porque como já vimos e temos resultado de pesquisas: preconceito e racismo se aprendem. Se aprendermos a odiar do nada quem não nos faz mal, também podemos aprender a amar.
            Não podemos aceitar na chegada da maioridade do século 21, que os europeus do velho mundo ainda sejam o padrão. O padrão é simplesmente humano e pronto. Esperar que apenas diretrizes e leis educacionais de 2003/2004 nos orientar chega a ser ínfimo e ridículo basta se colocar no lugar da pessoa que sofre discriminação ou em um dos seus amigos ou familiares.
            Aí me vem a lembrança do vídeo sugerido nessa disciplina e visto também em história com a professora Zita da palestrante: Chimamanda Adichie sobre o perigo de uma história única. Como costumo estabelecer relações com tudo, e nesse semestre liguei muito a disciplina de étnico-raciais a de necessidades especiais, pelo estudo das tais minorias. Que nem sempre as minorias são minorias. Por exemplo, como somos um país de miscegenação, graças por isso, aproximadamente 52% da população se declara negra ou parda conforme dados do último censo do IBGE, onde está a minoria negra?! E isso não ocorre apenas para a política de cotas nas universidades, embora alguns se utilizem desses direitos com má fé.
            Já chegam de holocaustos, injustiças, guerras. Já nos basta um Donald Trump como presidente atual dos EUA, totalmente misógino e de outro louco como o líder político da Coréia do Norte que pode ativar a bomba atômica e acabar com tudo e todos no planeta, simplesmente porque, provavelmente, fora um menino mimado que tinha o que queria (ao que parece na minha humilde opinião). Quem somos nós para brincarmos de Deus, todo poderoso ou até mesmo de Universo que seja.
            Ninguém tem direito de nos separar, colocar muros ou fronteiras alem dos meramente geográficos. O planeta é de todos o mundo é de todos, somos todos iguais porque somos humanos. A própria evolução histórica e biológica nos mostrou isso, até mesmo a própria fé, espiritualidade ou religiosidade nos faz assim para aqueles que não são nem céticos ou ateus. Portanto, temos o direito de usufruir dos espaços de nossa grande casa Gaia em comum com respeito mútuo.
           

Um pouco de legislação sobre étnicos-raciais

Resumo sobre legislação

            Começo por conceituar e diferenciar dois termos importantes para o estudo da disciplina:
·         Raça: de âmbito biológico, são as diferenças de características físicas que fazem um grupo social particular. Ex: cor de pele, tipo de cabelo.

·         Etnia: de âmbito cultural, costumes, modo de vida, afinidades lingüísticas ou regionais. Ex: Oriente Médio por questões religiosas.

Conceitos adaptados do site infojovem.org.br

·         Lei: 10.639/03
Que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileiras e africanas nas escolas públicas e privadas no ensino fundamental e médio.

·         Lei: 12.288/10
É dever do Estado e da sociedade garantir a igualdade de oportunidades, reconhecendo a todo o cidadão brasileiro, independente da etnia ou cor da pele...

·         Lei: 9.459/97
Amplia a punição por crimes resultantes de discriminação e preconceito de etnia, religião e procedência nacional.



sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Rumo ao Eixo VII:
um ano letivo de 2018 com muita paz para todos nós, tanto em nosso trabalho como em nossos estudos!


Como é bom ser criança.

Era uma vez
O dia em que todo dia era bom
Delicioso gosto e o bom gosto das nuvens serem feitas de algodão
Dava pra ser herói no mesmo dia em que escolhia ser vilão
E acabava tudo em lanche
Um banho quente e talvez um arranhão
Era uma vez, era uma vez, era uma vez, era uma vez
O dia em que todo dia era bom
Era uma vez
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido 
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido 
Dá pra viver
Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou normal
É só não permitir que a maldade do mundo te pareça normal
Pra não perder a magia de acreditar na felicidade real
E entender que ela mora no caminho e não no final
Dava pra ver, a ingenuidade, a inocência cantando no tom
Milhões de mundos, e universos tão reais quanto a nossa imaginação
Bastava um colo, um carinho
E o remédio era beijo e proteção
Tudo voltava a ser novo no outro dia
Sem muita preocupação
Era uma vez, era uma vez, era uma vez, era uma vez
O dia em que todo dia era bom
Era uma vez
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido 
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido 
Era uma vez (era uma vez)
Written by Keylla Cristina Dos Santos Batista • Copyright © Universal Music Publishing Group

Momentos 2017/2

Minha turma de terceiro ano em Estância Velha, em que trabalhei como forma de contrato.
Vai deixar saudades, muitas aprendizagens juntos!
Como diz a música, não aprendi dizer adeus.













Aprender sempre!

Vida de professor: relacionando com a nossa prática pedagógica e vida também.



E neste semestre... mais um ufa!

A cada semestre fica mais difícil conciliar o trabalho, a casa, a família e os estudos. Porém, ao mesmo tempo em que ficam mais difícil as ligações criadas e estabelecidas do estudo das interdisciplinas ao longo do curso com a minha prática pedagógica em sala de aula se faz. É interessante essa conexão, parece uma teia em que os conhecimentos se ligam como se fossem uma grande e complexa teia alimentar.
            Somos frutos do que nos acontece ao longo de nossas vidas, aprendemos com as experiências e não deixemos nos afetar pela negatividade, então de nada adianta se lamuriar.
            Nesse eixo investi nas disciplinas que mais tenho afinidade, interesse e gosto como citarei mais adiante. E peguei em Filosofia e Escola, cultura e sociedade. As aprendizagens ficaram e vamos rumo ao sétimo semestre!


Concordo em gênero, número e grau.



 
Essa mensagem está embutida repleta de significados para mim tanto como educadora, mãe e cidadã. Porque acredito que aqueles que não sabem ou não fazem a reconstrução de suas aprendizagens ao longo de sua vida em nada aprenderam, apenas tem um conhecimento, se si pode dizer assim, mecânico, como um analfabeto funcional, que pode ser facilmente manipulado.

Pesquisa sobre gordofobia!



GORDOFOBIA


     Escolhi este tema por ele fazer parte do meu cotidiano desde criança. Sofro com esse tipo de preconceito desde o jardim da infância na escola e ele veio a aumentar na minha vida adulta ao meu ganho de 40 quilos. As pessoas costumam julgar o livro pela capa, sem levar em consideração a nossa humanidade e potencialidades. O preconceito, para mim, existe em diferentes formas e a gordofobia é apenas um deles (o preconceito contra os obesos).


QUADRO DE CERTEZAS E DÚVIDAS:
Certezas Dúvidas 
1. O preconceito existe. 
1. Todos já sofreram algum tipo de preconceito? 
2. O adulto costuma ser mais preconceituoso do que a criança. 2. O preconceito se aprende? Se adquire socialmente? 
3. Existe diferentes formas de preconceito. 3. Os obesos sofrem muito preconceito? 
4. O biotipo nem sempre incapacita as pessoas. 4. As pessoas são julgadas por sua aparência? 


     Realizei minha pesquisa através do site: Survey Monkey e compartilhei na minha rede social facebook, no tempo proposto pela equipe. Apenas 11 pessoas responderam, sendo o total assim, para as 4 questões propostas:

1. Você já sofreu algum tipo de preconceito?    Sim 81,82% e Não 18,18%
2. Você considera o adulto mais preconceituoso que a criança?  Sim 100% e Não 0%
3. Você já ouviu falar em gordofobia? Sim 81,82% e Não 18,18%
4. Você acredita que o biotipo ou a peso da pessoa afete sua vida profissional?  Sim 63,64% e Não 36,36%

10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre Obesidade


A obesidade é uma doença crônica, que afeta um número elevado de pessoas por todo o mundo. Porém, opção por uma rotina alimentar saudável e a prática de exercícios físicos podem contribuir com a prevenção e tratamento. Confira abaixo as 10 Coisas que Você Precisa Saber sobre a Obesidade:
1 - A obesidade é caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e pode acarretar graves problemas de saúde e levar até à morte. Segundo dados do IBGE, o Brasil tem cerca de 27 milhões de pessoas consideradas obesas. Somando o total de indivíduos acima do peso, o montante chega a quase 75 milhões.
2- A obesidade é diagnosticada através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Ele é feito da seguinte forma: divide-se o peso (em Kg) do paciente pela sua altura (em metros) elevada ao quadrado. De acordo com o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quando o resultado fica entre 18,5 e 24,9 kg/m2, o peso é considerado normal. Entre 25,0 e 29,9 kg/m2, sobrepeso, e acima deste valor, a pessoa é considerada obesa.
3- Conforme a magnitude do excesso de peso pode-se, de acordo co o IMC, classificar o grau de obesidade do paciente em: obesidade leve (classe 1 – IMC 30 a 34,9 kg/m2), moderada (classe 2 - IMC 35 a 39,9 kg/m2) e grave ou mórbida (classe 3 - IMC ≥ 40 kg/m2). Essa classificação é importante na escolha do tipo de tratamento, quando deve ser clínico ou cirúrgico.
4- A obesidade é fator de risco para uma série de doenças. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, além de problemas físicos como artrose, pedra na vesícula, artrite, cansaço, refluxo esofágico, tumores de intestino e de vesícula.
5- A obesidade pode, também, mexer com fatores psicológicos, acarretando diminuição da autoestima e depressão.
6- São muitas as causas da obesidade. Em uma pessoa geneticamente predisposta, os maus hábitos alimentares e sedentarismo precipitarão o desenvolvimento da obesidade. Algumas disfunções endócrinas também podem levar ao desenvolvimento da obesidade. Por isso, na hora de pensar em perder peso, procure um especialista.
7- Para o tratamento da obesidade, médicos podem usar fatores de risco e outras doenças para terem a noção da gravidade da situação do paciente. Por exemplo, apnéia do sono, diabetes mellitus tipo 2 e arteriosclerose são doenças que indicam a necessidade de uso de medicamentos da obesidade já em pacientes com sobrepeso (IMC 25 - 29,9 kg/m2).
8- A Lei 11.721/2008 determina que o 11 de outubro é Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. A data havia sido criada, há cerca de dez anos, pela Federação Latino-Americana de Obesidade, porém reconhecida, em 1999, pelo Governo Federal e instituída no Brasil, na época, com o nome de Dia Nacional de Combate à Obesidade. A World Obesity também adota o dia 11 de outubro como o dia mundial da obesidade.
9- A prevenção contra a obesidade passa pela conscientização da importância da atividade física e da alimentação adequada. O estilo de vida sedentário, as refeições com poucos vegetais e frutas, além do excesso de alimentos ricos em gordura e açúcar precipitam o aumento do número pessoas obesas, em todas as faixas etárias, inclusive crianças.
10 -Está comprovado que relacionamentos sociais e romances são menos frequentes entre obesos, já que eles saem menos de casa devido à diminuição da autoestima. Agora, uma vez existindo o relacionamento, a obesidade pode interferir no relacionamento sexual. Ela está relacionada à redução da testosterona, o que pode levar a redução de libido e a problemas de ereção nos homens. Já nas mulheres, existe uma redução dos níveis de hormônio feminino e aumento no nível dos masculinizantes. As mulheres podem apresentar aumento de pêlos, irregularidade menstrual e infertilidade. As chances de todos esses problemas se resolverem, com uma perda de peso na ordem de 10%, são bem grandes.
Consultoria da Dra. Maria Edna de Melo, presidente do Departamento de Obesidade/ABESO - Gestão 2017/2018 

Gordofobia:
Estudos indicam que, apesar dos esforços de conscientização, atitudes preconceituosas explícitas contra gordos aumentaram consideravelmente entre 2001 e 2010. Ainda é mais comum, no entanto, que o preconceito apareça travestido de elogio ou preocupação. Frases como “você tem o rosto tão bonito, por que não emagrece?”, “nossa, eu que sou mais magra que você não tenho coragem de usar biquíni” ou “seu marido é tão magro e você é tão gorda, dá certo?” são ouvidas por mulheres como Evelyn dia sim, outro também. Elas são reflexo da chamada gordofobia, o preconceito ou intolerância contra pessoas gordas.
Enquanto injúria racial e violência contra a mulher são consideradas crime no Brasil, o preconceito com pessoas gordas não apenas passa batido como é até encorajado por órgãos de saúde pública e campanhas de publicidade, especialmente durante o verão, quando os corpos estão mais à mostra. Mas por que, afinal, há tamanha intolerância com o corpo gordo?

Muitos dos mitos relacionados com o peso têm a ver com a ideia de que a obesidade é controlável — portanto, representa negligência. Mas o excesso de peso não é necessariamente resultado de comer demais. Vários outros fatores podem contribuir, como falta de sono, condições socioeconômicas, medicamentos, desequilíbrio hormonal, genética, problemas de saúde mental e até mesmo a poluição do ar. Ou seja, segundo Altheia, dizer que uma pessoa é obesa porque ela come demais e não se exercita muito é fazer uma generalização.

Outro mito comum é a noção de que pessoas gordas não são saudáveis apenas por serem gordas. Hoje, a obesidade é identificada com o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), um número obtido por meio da relação entre altura e peso. O Índice de Massa Corporal é uma classificação da antropometria, um segmento da antropologia que mede o corpo humano e suas partes, e começou a ser usado a partir do século 19 como forma de estabelecer normas sociais e definir o que seria um “corpo humano normal”.

Essas tentativas de definir e categorizar pessoas entre normais e anormais estão fortemente associadas à eugenia, ciência que tenta determinar quais seriam os seres humanos com o melhor patrimônio genético — e que já serviu de justificativa para genocídio, escravidão e colonização.

Há um termo para isso na chamada “sociologia da obesidade”: healthism (ou higiomania, em português), que é um julgamento moral sobre alguém com base em sua saúde ou preocupação em excesso com a saúde. De acordo com esse estudo, quem não é considerado saudável ou que faz coisas contrárias ao que é tido como tipicamente saudável acaba sendo visto como uma pessoa ruim ou com moral negativa. “Cada vez mais aumentamos nossas expectativas sobre as pessoas em termos de saúde e comportamentos saudáveis, e é uma expectativa disseminada, que permeia a vida social, profissional e educacional dos indivíduos”, diz Michaela Null, professora de Sociologia da Universidade de Wisconsin-Fond du Lac.

“O estudo do healthism não é contrário à saúde, apenas questiona como entendemos a saúde, quem responsabilizamos pela saúde, como ela está relacionada a sistemas de poder e a crescente pressão para que as pessoas aparentem saúde.” Segundo Null, cuja especialidade é sociologia da obesidade, essa área do conhecimento se dedica a pensar criticamente sobre como o peso de alguém é frequentemente usado como indicador de saúde e como a ideia de ser magro resulta em projeções sobre a qualidade de alguém como pessoa.

                 Saúde? Isso é relativo
Estudo recente encabeçado por psicólogos da Universidade de Los Angeles (Ucla) apontou que usar o IMC para determinar índice de saúde levou à classificação incorreta de 54 milhões de americanos saudáveis como “doentes”. De acordo com a pesquisa, que cruzou dados de IMC com os de exames laboratoriais, quase metade dos norte-americanos considerados acima do peso conforme seus índices de massa corporal são saudáveis, assim como aproximadamente 20 milhões de obesos. Além disso, mais de 30% das pessoas com o IMC considerado normal na verdade não estão saudáveis. Conclusão? Obesidade não é sinônimo de doença, assim como magreza não é sinônimo de saúde.

Algo que já sabia Luciane Barros, criadora do Africa Plus Size Fashion Week, um projeto pioneiro no Brasil que faz desfiles de moda e cria peças para mulheres gordas e negras com a missão de valorizar a beleza de diferentes tons e tamanhos. Durante mais de oito anos, Luciane praticou boxe profissionalmente, inclusive treinando para competições. O manequim 48 não foi empecilho para ela, cujos exames de saúde não apontavam qualquer problema com colesterol ou diabetes. Barros era gorda, saudável e lutadora de boxe.

“Perceber que ser gordo ou magro não define saúde foi o que me impulsionou a criar o Africa Plus Size Fashion Week. Por preconceito, foi pregado que o gordo não tem saúde. E isso não é verdade, comecei a perceber que isso não me definia”, explica. Na realidade, conforme pesquisa publicada no periódico Archives of Internal Medicine, uma em cada quatro pessoas magras sofre dos riscos associados à obesidade. Ao mesmo tempo, 15% dos norte-americanos que são considerados “muito obesos” de acordo com seu IMC (o que equivale a mais de 2 milhões de pessoas), estão, de fato, saudáveis.

O problema é que o IMC não traz dados sobre hábitos saudáveis, hormônios, taxas de colesterol e triglicerídeos, além de outros fatores que são detectados por meio de exames laboratoriais e dizem muito mais respeito à saúde de alguém do que o tamanho de um corpo.
Padrões que adoecem
Bernardo Costa sempre foi a única pessoa gorda da família, que o pressionava para emagrecer. Ao começar a frequentar a cena gay do Rio de Janeiro, sentiu vontade de se “montar” como as drag queens que ele tanto admirava. Um dia, vestiu um maiô preto brilhante, fez uma maquiagem elaborada e foi para a pista. “Você não tem vergonha de usar as roupas que usa com esse seu corpo?”, ouviu de um conhecido. A verdade é que não, muito pelo contrário. “Eu me monto e as pessoas me olham torto, às vezes me pergunto se estou me expondo demais. Mas tem que ser na luta, dei minha cara a tapa — alguns gostaram, outros não”, diz. “A gente tem que se soltar. A vida é muito curta, não podemos nos prender a preconceitos.” Mas se soltar não é algo tão fácil: os efeitos da gordofobia também podem ser sentidos na vida emocional e são capazes de abalar o psicológico.

Tamara Greenberg, psicóloga especializada em trauma e saúde mental que atende pacientes em San Francisco (EUA), nota que pessoas estigmatizadas pelo seu peso muitas vezes passam a acreditar que não merecem ser amadas. “Pessoas com sobrepeso são extremamente estigmatizadas e estereotipadas. Eu vi mulheres obesas concluírem que ninguém se sentiria atraído por elas por causa de seu peso, mas isso simplesmente não é verdade”, afirma à GALILEU.

“Elas adotaram essas ideias sobre quem merece atenção com base em ideais de beleza atuais, mas basta olhar uma pintura renascentista para ver como esses ideais mudam.” Segundo Greenberg, a implicância com a obesidade diz mais sobre as pessoas que fazem comentários desnecessários a respeito do corpo alheio do que sobre os próprios obesos. “Aqueles que têm problemas com indivíduos com sobrepeso possuem muitas ansiedades relacionadas a comida”, destaca.

De fato, não são só as pessoas obesas ou com sobrepeso que sofrem gordofobia. Qualquer um que não se encaixe nos padrões de beleza pode se sentir estigmatizado e, como resultado, desenvolver doenças como bulimia e anorexia, problemas comuns entre adolescentes. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma a cada cinco meninas brasileiras com idade entre 13 e 15 anos se acha gorda ou muito gorda. Entre as entrevistadas, apesar de 21,8% se considerarem gordas ou muito gordas, o desejo de perder peso atinge 30,3% delas. É uma ansiedade generalizada, que pode vitimar jovens que levam padrões de beleza a sério demais.

Em São Paulo, segundo pesquisa da Casa do Adolescente, da Secretaria de Estado da Saúde, 77% das adolescentes apresentam propensão a desenvolver algum distúrbio alimentar, seja anorexia, seja bulimia, seja compulsão por comer. Entre as participantes do estudo, 85% acreditam que existe um padrão de beleza imposto pela sociedade; 46% disseram que mulheres magras são mais felizes; e 55% adorariam simplesmente acordar magras. Outro balanço do mesmo órgão apontou que, em média, a cada dois dias uma pessoa é internada por anorexia ou bulimia somente nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo.

De boas intenções...
Não bastasse a discriminação diária, se você é gordo há uma grande probabilidade de que o seu salário seja menor só por causa de sua aparência. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos em 2013 encontraram uma relação inversa entre obesidade e um salário robusto, digamos. Conforme estudo da Universidade Cornell, quanto mais rico você for, maior a probabilidade de ser saudável. E, se você é mulher e de alguma minoria racial ou étnica, você é mais propensa a ser obesa.

Segundo John Cawley, professor de Cornell e responsável pela pesquisa que analisa os efeitos econômicos da obesidade, a pobreza pode engordar algumas pessoas, mas a obesidade definitivamente empobrece as pessoas, em especial as mulheres. As obesas em geral têm 50% menos chances de frequentar o ensino superior, 20% menos chances de se casar, sete vez mais chances de ter depressão e recebem 9% a menos que mulheres não obesas.

Um outro estudo de 2015, desta vez da Universidade Vanderbilt, concluiu que mulheres obesas têm mais possibilidade de trabalhar em empregos com ênfase em atividade braçal em detrimento daqueles voltados à interação com o público, uma tendência não observada com homens obesos. Mesmo quando elas atuam em postos que exigem interação física, mulheres obesas recebem menos do que mulheres não obesas, que por si só já ganham, em média, dois terços a menos do que os homens pelo mesmo serviço nos Estados Unidos.

Por que não é preguiça
O sobrepeso não é necessariamente resultado de comida em excesso ou falta de atividade física. Conheça alguns fatores comprovados cientificamente
Falta de sono - Segundo uma pesquisa do King’s College London, pessoas que dormem menos de sete horas por dia consomem, em média, 385 calorias diárias a mais do que aquelas que dormem além disso.

Condições socioeconômicas - Uma pesquisa desenvolvida pelo Ministério da Saúde apontou que o excesso de peso está ligado à escolaridade: 57,3% dos brasileiros com até oito anos de estudo estão com excesso de peso, enquanto aqueles com mais de 12 anos de estudo fazem o índice cair para 48,4%.

Medicamentos - Alguns remédios e até anticoncepcionais formulados à base de estrógeno colaboram no ganho de peso.

Desequilíbrio hormonal - Um desequilíbrio na glândula tireoide pode causar o hipotireoidismo, que desacelera o metabolismo, o que dificulta o gasto de energia e retém sal e água, levando ao inchaço.

Genética - Estudos realizados com gêmeos mostram que a genética influencia nosso peso entre 40% e 70%. Há inclusive genes associados ao acúmulo de gordura, como o FTO — um levantamento recente publicado na revista Nature comprovou que ratos sem esse gene nunca ficam obesos, mesmo comendo muito e se movimentando pouco.




Minhas considerações:

     Analisando as respostas, observo que a maioria da sociedade e digo isso através da representatividade dos entrevistados que, o preconceito existe. Onde se observa que os adultos são muito mais preconceituosos do que as crianças, sendo assim o mesmo possa ser aprendido e/ou adquirido socialmente ao longo da nossa vida. A maioria das pessoas já ouviu falar contra o preconceito aos obesos: gordofobia, e até mesmo já sentiu esse ou outra forma de preconceito na pele.
      A resposta que me deixou triste e realmente surpresa foi a última questão, em que a maioria dos entrevistados acredita que o biotipo, aparência ou o peso possa atrapalhar  nas atividades profissionais e capacidades dos indivíduos. Eu creio que possa ser limitante, mas não incapacitante. É claro que devemos levar a saúde em conta sobre a aparência!

     Usando o exemplo deste vídeo, sobre a questão 2: https://www.youtube.com/watch?v=LxiO8rNiQtA


 

Enquanto isso num mundo de desigualdades...






Minhas reflexões sobre crocodilos e avestruzes

Demorei muito a ler esse texto e o achei muito bom, altamente reflexivo, claro e emotivo. Não sei se por ter ditos deficientes na minha família e amigos próximos, mas me identifiquei muito. Talvez até pelo fato da autora ser reconhecida deficiente e ter consigo este sentimento, também por lembrar dos rótulos que nos são colocados pelos outros, ao longo da nossa vida (no meu caso relacionado a minha obesidade e espontaneidade).
       Ao começar a ler o texto, me veio a mente uma charge sobre uma avaliação “justa” entre os animais de diferentes espécies:
       Essa imagem nos mostra como é realizado os testes, também na vida das pessoas e como as diferenças nos classificam. Claro que ela denota muito mis sobre avaliação, mas também nos faz refletir e sentir como somos classificados e separados pela sociedade, sem ao menos termos oportunidades, direitos e respeito a nossa igualdade, no nosso caso como seres humanos. Pois, pouco importa se somos ricos ou pobres, magros ou gordos, pretos ou brancos, ditos “normais” ou especiais.
       Coloco a palavra normal entre aspas, porque não gosto e nem concordo com a sua conotação. Acredito que a palavra normal é apenas um termo que a sociedade impõe. Todos são normais dentro do nosso normal, todos somos capazes dentro de nossas próprias capacidades e todos somos especiais, porque somos únicos, daí indivíduos: a graça e a beleza da vida. Como diria aquele poema: somos anjos de uma só asa, somente abraçados podemos voar (de autor desconhecido).
       Não estou sendo hipócrita ou singela em dizer que trabalhar com inclusão é uma tarefa fácil, porque não é. Precisamos de preparo e recursos, que na maioria das vezes nem temos e nem iremos ter. Eu no início, confesso tive receio, muito medo de não saber como tratar, proceder e até mesmo lidar no dia-a-dia. Mas aos poucos, eles vieram surgindo na minha sala de aula e lhe digo que a melhor metodologia e práxis pedagógica foram e ainda é o amor. Aceitá-los com respeito, carinho e paciência, sem dúvida é o primeiro passo. Se dispor a aprender com eles é algo inigualável e imensurável. Claro que aprendemos com todos, todos os dias, mas com eles é mais. Aí me vem dois pensamentos maravilhosos: Piaget, em que ele diz na aprendizagem 50% é cognição e 50% é emoção; e também: Cora Coralina, em que ela diz que o professor é aquele que sempre aprende com o outro, no seu cotidiano. Diante disso o que mais dizer!
       Meus alunos especiais começaram a chegar a mim em 2000. Neste ano tive um esquizofrênico adolescente em biologia no E.M e depois destes mais 4 com essa característica. Ao longo dos anos, vários TDHA, 3 autistas, 2 deficientes visuais (ver citação no meu blog) e outras dificuldades de aprendizagem. A minha formação em biologia com especialização em psicopedagogia e o curso de AEE, me auxiliaram sem dúvida, nessa caminhada. Mas em primeiro lugar sempre foi meu coração.
       Quanto às questões e definições particulares sobre o texto, assim seguem:
·         Deficiência: déficit em relação ao padrão social, como exemplo: falta de um membro, um sentido ou de compreensão de modo geral.
·         Incapacidade: é o sujeito se sentir incapaz de fazer ou produzir algo ou alguma atividade. Sem ter nenhuma relação com ser deficiente. Pois, a pessoa pode ser dita “normal” e assim mesmo ser ou sentir-se incapaz.
·         Desvantagem: é não ter as mesmas condições de equiparidade, oportunidade, justiça e educação a todos, independente de suas condições sociais, físicas, etc...
       Algumas das minhas conclusões a partir deste texto, disciplina e experiências pessoais e profissionais ao longo da minha vida:
·         Mito: Todo o deficiente é incapaz!
·         Preconceito: Que o dito deficiente não aprende! Cada um de nós aprende, no nosso ritmo e ao nosso próprio tempo, mas todos aprendemos. Como diria Renato Russo na letra de Tempo perdido: temos nosso próprio tempo!
·         Mecanismos para atender os N.E na sala de aula: 1º. Amor e receptividade; 2º. Respeito, preparo e estudo; 3º. Adaptação e recursos.

·         O verdadeiro deficiente pode ser qualquer um de nós, que não possui capacidade de adaptação ou que desistiu de viver e aprender!