Trabalho
final
Escolhi primeiramente o texto: “A temática indígena na
escola”, por ter menos contato e conhecimento sobre os índios em geral. O pouco
que sei é das datas comemorativas nas escolas em que trabalhei, dos que avisto
vendendo artesanato pelas ruas de Guaíba e Porto Alegre e do que escuto falar e
ver das aldeias perto da minha cidade e ao longo das estradas do nosso estado
enquanto viajo.
Também sei da lei de 1998 que introduz o estudo indígena
nas escolas de educação básica do país, porém desconhecia desse interessante
projeto dessa escola de Porto Alegre sobre cerâmica. Algumas das minhas
pequenas experiências com os indígenas:
Antes disso, aprendi muito com um colega meu professor e
doutor em história Luís Fernando Laroque, que é supervisor no Colégio Augusto
Meyer em que trabalhei por 10 anos. Ele leciona também na Univates em Lajeado e
todos os anos ele traz seus alunos do curso de história para aplicar oficinas
de cerâmica e visita as aldeias em Guaíba, no mês de abril.
Ele escreveu um livro sobre a história do nosso
município, a revolução farroupilha e sua relação com a cultura indígena,
especialmente a kaikang. Além, de eu assistir diversas palestras deles com os
meus alunos sobre o tema. Mas o que mais me chamou atenção foi saber que
leigamente utilizamos o termo índios para designar não um só povo ou raça, mas
sim várias etnias diferentes. Os índios, como popularmente gostam de ser
reconhecidos por sua tribo: guarani, kaikang, etc.
Mas voltando ao citado no texto referência, essa
experiência de convivência que ocorre na escola em Porto Alegre, demonstra a
construção de uma cultura de paz, respeito e valorização entre o branco e o
índio, como iguais enquanto seres humanos.
Atividades como essa promovem a interculturalidade
através da troca de experiências entre as comunidades possibilitando que a
educação indígena vá muito além dos muros da escola ou do território da tribo.
O que eu considero interessante também é a maioria das
pessoas ver o índio brasileiro como uma caricatura histórica, como se já fossem
um povo dizimado ou totalmente extinto. Mas eles estão presentes nos
aglomerados urbanos e fazem parte da nossa conteiporaneidade, ainda lutando
pelo seu espaço, suas reservas naturais e sobrevivência em meio a tantas
adversidades e crueldade.
Já o segundo texto que escolhi refere-se à temática do
negro, que é muito mais evidente e discutida pelo preconceito, especialmente
nas mídias sociais. Esses textos me fizeram refletir porque falamos mais do
direito de um povo, raça ou etnia. Até parece, que em detrimento de outros,
mesmo que de forma involuntária. O mais triste foi ler nestes textos, que o
Brasil ao ser “descoberto” não teria cultura de forma alguma!
O desafio está em quebrar esses paradigmas,
especificamente nas relações de ensino e aprendizagem, porque como já vimos e
temos resultado de pesquisas: preconceito e racismo se aprendem. Se aprendermos
a odiar do nada quem não nos faz mal, também podemos aprender a amar.
Não podemos aceitar na chegada da maioridade do século
21, que os europeus do velho mundo ainda sejam o padrão. O padrão é
simplesmente humano e pronto. Esperar que apenas diretrizes e leis educacionais
de 2003/2004 nos orientar chega a ser ínfimo e ridículo basta se colocar no
lugar da pessoa que sofre discriminação ou em um dos seus amigos ou familiares.
Aí me vem a lembrança do vídeo sugerido nessa disciplina
e visto também em história com a professora Zita da palestrante: Chimamanda
Adichie sobre o perigo de uma história única. Como costumo estabelecer relações
com tudo, e nesse semestre liguei muito a disciplina de étnico-raciais a de
necessidades especiais, pelo estudo das tais minorias. Que nem sempre as
minorias são minorias. Por exemplo, como somos um país de miscegenação, graças
por isso, aproximadamente 52% da população se declara negra ou parda conforme
dados do último censo do IBGE, onde está a minoria negra?! E isso não ocorre
apenas para a política de cotas nas universidades, embora alguns se utilizem
desses direitos com má fé.
Já chegam de holocaustos, injustiças, guerras. Já nos
basta um Donald Trump como presidente atual dos EUA, totalmente misógino e de
outro louco como o líder político da Coréia do Norte que pode ativar a bomba
atômica e acabar com tudo e todos no planeta, simplesmente porque,
provavelmente, fora um menino mimado que tinha o que queria (ao que parece na
minha humilde opinião). Quem somos nós para brincarmos de Deus, todo poderoso
ou até mesmo de Universo que seja.
Ninguém tem direito de nos separar, colocar muros ou
fronteiras alem dos meramente geográficos. O planeta é de todos o mundo é de
todos, somos todos iguais porque somos humanos. A própria evolução histórica e
biológica nos mostrou isso, até mesmo a própria fé, espiritualidade ou
religiosidade nos faz assim para aqueles que não são nem céticos ou ateus.
Portanto, temos o direito de usufruir dos espaços de nossa grande casa Gaia em
comum com respeito mútuo.
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