domingo, 28 de janeiro de 2018

Reflexões finais

Trabalho final

            Escolhi primeiramente o texto: “A temática indígena na escola”, por ter menos contato e conhecimento sobre os índios em geral. O pouco que sei é das datas comemorativas nas escolas em que trabalhei, dos que avisto vendendo artesanato pelas ruas de Guaíba e Porto Alegre e do que escuto falar e ver das aldeias perto da minha cidade e ao longo das estradas do nosso estado enquanto viajo.
            Também sei da lei de 1998 que introduz o estudo indígena nas escolas de educação básica do país, porém desconhecia desse interessante projeto dessa escola de Porto Alegre sobre cerâmica. Algumas das minhas pequenas experiências com os indígenas:
            Antes disso, aprendi muito com um colega meu professor e doutor em história Luís Fernando Laroque, que é supervisor no Colégio Augusto Meyer em que trabalhei por 10 anos. Ele leciona também na Univates em Lajeado e todos os anos ele traz seus alunos do curso de história para aplicar oficinas de cerâmica e visita as aldeias em Guaíba, no mês de abril.
            Ele escreveu um livro sobre a história do nosso município, a revolução farroupilha e sua relação com a cultura indígena, especialmente a kaikang. Além, de eu assistir diversas palestras deles com os meus alunos sobre o tema. Mas o que mais me chamou atenção foi saber que leigamente utilizamos o termo índios para designar não um só povo ou raça, mas sim várias etnias diferentes. Os índios, como popularmente gostam de ser reconhecidos por sua tribo: guarani, kaikang, etc.
            Mas voltando ao citado no texto referência, essa experiência de convivência que ocorre na escola em Porto Alegre, demonstra a construção de uma cultura de paz, respeito e valorização entre o branco e o índio, como iguais enquanto seres humanos.
            Atividades como essa promovem a interculturalidade através da troca de experiências entre as comunidades possibilitando que a educação indígena vá muito além dos muros da escola ou do território da tribo.
            O que eu considero interessante também é a maioria das pessoas ver o índio brasileiro como uma caricatura histórica, como se já fossem um povo dizimado ou totalmente extinto. Mas eles estão presentes nos aglomerados urbanos e fazem parte da nossa conteiporaneidade, ainda lutando pelo seu espaço, suas reservas naturais e sobrevivência em meio a tantas adversidades e crueldade.
            Já o segundo texto que escolhi refere-se à temática do negro, que é muito mais evidente e discutida pelo preconceito, especialmente nas mídias sociais. Esses textos me fizeram refletir porque falamos mais do direito de um povo, raça ou etnia. Até parece, que em detrimento de outros, mesmo que de forma involuntária. O mais triste foi ler nestes textos, que o Brasil ao ser “descoberto” não teria cultura de forma alguma!
            O desafio está em quebrar esses paradigmas, especificamente nas relações de ensino e aprendizagem, porque como já vimos e temos resultado de pesquisas: preconceito e racismo se aprendem. Se aprendermos a odiar do nada quem não nos faz mal, também podemos aprender a amar.
            Não podemos aceitar na chegada da maioridade do século 21, que os europeus do velho mundo ainda sejam o padrão. O padrão é simplesmente humano e pronto. Esperar que apenas diretrizes e leis educacionais de 2003/2004 nos orientar chega a ser ínfimo e ridículo basta se colocar no lugar da pessoa que sofre discriminação ou em um dos seus amigos ou familiares.
            Aí me vem a lembrança do vídeo sugerido nessa disciplina e visto também em história com a professora Zita da palestrante: Chimamanda Adichie sobre o perigo de uma história única. Como costumo estabelecer relações com tudo, e nesse semestre liguei muito a disciplina de étnico-raciais a de necessidades especiais, pelo estudo das tais minorias. Que nem sempre as minorias são minorias. Por exemplo, como somos um país de miscegenação, graças por isso, aproximadamente 52% da população se declara negra ou parda conforme dados do último censo do IBGE, onde está a minoria negra?! E isso não ocorre apenas para a política de cotas nas universidades, embora alguns se utilizem desses direitos com má fé.
            Já chegam de holocaustos, injustiças, guerras. Já nos basta um Donald Trump como presidente atual dos EUA, totalmente misógino e de outro louco como o líder político da Coréia do Norte que pode ativar a bomba atômica e acabar com tudo e todos no planeta, simplesmente porque, provavelmente, fora um menino mimado que tinha o que queria (ao que parece na minha humilde opinião). Quem somos nós para brincarmos de Deus, todo poderoso ou até mesmo de Universo que seja.
            Ninguém tem direito de nos separar, colocar muros ou fronteiras alem dos meramente geográficos. O planeta é de todos o mundo é de todos, somos todos iguais porque somos humanos. A própria evolução histórica e biológica nos mostrou isso, até mesmo a própria fé, espiritualidade ou religiosidade nos faz assim para aqueles que não são nem céticos ou ateus. Portanto, temos o direito de usufruir dos espaços de nossa grande casa Gaia em comum com respeito mútuo.
           

Nenhum comentário:

Postar um comentário