segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Dialogicidade por Paulo Freire


            Dentre tantas obras e leituras sobre Paulo Freire, não conhecia esse texto. Como no dia da aula de filosofia sobre o mesmo não pudemos assistir a um vídeo sobre o autor e o professor explanou sobre sua obra e sobre o texto: “A sombra desta mangueira” achei muito interessante. Como estou fazendo o trabalho agora e só li o texto anteontem pude estabelecer uma conexão mais direta com a fala do professor.
            Como eu já disse em textos e trabalhos anteriores, não costuma endeusar pensadores e até mesmo a obra de Freire muitas vezes me pareça populista. Porém em muitas idéias me completo com Freire. A mensagem desse texto que mais me chamou a atenção se refere quando ele diz que dialogar não é apenas tagalerar. E sim, saber argumentar, apropriando-se  cada um de sua cultura, sua leitura de mundo para tal, para produzir uma conversa fundamentada e coerente.
            Assim como a própria frase acima já diz, não adianta saber os conteúdos decorados, o alfabeto, a tabuada, ler mecanicamente e não saber conversar, argumentar, dialogar sobre a sua própria realidade. Procurando melhorá-la para o bem comum da sociedade. De nada adianta um analfabeto funcional para virar massa de manobra na mão da sociedade e/ou do interesse dos poderosos e inescrupulosos  para a população ficar a mercê da miséria.
            Eu mesma, que tenho fama de tagarela, pois tenho facilidade de conversar, dialogar e argumentar se não fosse assim seria apenas uma professora de livro didático. E no dia da aula, que o vídeo do professor de filosofia não passou, deu “errado”, se ele não soubesse argumentar sobre Paulo Freire será que a aula teria sido tão produtiva como foi?

            Procure ser uma professora desafiadora e motivadora, provocadora do diálogo e da pesquisa, mas será que todos nós professores e educadores estamos?

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