sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Pesquisa sobre gordofobia!



GORDOFOBIA


     Escolhi este tema por ele fazer parte do meu cotidiano desde criança. Sofro com esse tipo de preconceito desde o jardim da infância na escola e ele veio a aumentar na minha vida adulta ao meu ganho de 40 quilos. As pessoas costumam julgar o livro pela capa, sem levar em consideração a nossa humanidade e potencialidades. O preconceito, para mim, existe em diferentes formas e a gordofobia é apenas um deles (o preconceito contra os obesos).


QUADRO DE CERTEZAS E DÚVIDAS:
Certezas Dúvidas 
1. O preconceito existe. 
1. Todos já sofreram algum tipo de preconceito? 
2. O adulto costuma ser mais preconceituoso do que a criança. 2. O preconceito se aprende? Se adquire socialmente? 
3. Existe diferentes formas de preconceito. 3. Os obesos sofrem muito preconceito? 
4. O biotipo nem sempre incapacita as pessoas. 4. As pessoas são julgadas por sua aparência? 


     Realizei minha pesquisa através do site: Survey Monkey e compartilhei na minha rede social facebook, no tempo proposto pela equipe. Apenas 11 pessoas responderam, sendo o total assim, para as 4 questões propostas:

1. Você já sofreu algum tipo de preconceito?    Sim 81,82% e Não 18,18%
2. Você considera o adulto mais preconceituoso que a criança?  Sim 100% e Não 0%
3. Você já ouviu falar em gordofobia? Sim 81,82% e Não 18,18%
4. Você acredita que o biotipo ou a peso da pessoa afete sua vida profissional?  Sim 63,64% e Não 36,36%

10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre Obesidade


A obesidade é uma doença crônica, que afeta um número elevado de pessoas por todo o mundo. Porém, opção por uma rotina alimentar saudável e a prática de exercícios físicos podem contribuir com a prevenção e tratamento. Confira abaixo as 10 Coisas que Você Precisa Saber sobre a Obesidade:
1 - A obesidade é caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e pode acarretar graves problemas de saúde e levar até à morte. Segundo dados do IBGE, o Brasil tem cerca de 27 milhões de pessoas consideradas obesas. Somando o total de indivíduos acima do peso, o montante chega a quase 75 milhões.
2- A obesidade é diagnosticada através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Ele é feito da seguinte forma: divide-se o peso (em Kg) do paciente pela sua altura (em metros) elevada ao quadrado. De acordo com o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quando o resultado fica entre 18,5 e 24,9 kg/m2, o peso é considerado normal. Entre 25,0 e 29,9 kg/m2, sobrepeso, e acima deste valor, a pessoa é considerada obesa.
3- Conforme a magnitude do excesso de peso pode-se, de acordo co o IMC, classificar o grau de obesidade do paciente em: obesidade leve (classe 1 – IMC 30 a 34,9 kg/m2), moderada (classe 2 - IMC 35 a 39,9 kg/m2) e grave ou mórbida (classe 3 - IMC ≥ 40 kg/m2). Essa classificação é importante na escolha do tipo de tratamento, quando deve ser clínico ou cirúrgico.
4- A obesidade é fator de risco para uma série de doenças. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, além de problemas físicos como artrose, pedra na vesícula, artrite, cansaço, refluxo esofágico, tumores de intestino e de vesícula.
5- A obesidade pode, também, mexer com fatores psicológicos, acarretando diminuição da autoestima e depressão.
6- São muitas as causas da obesidade. Em uma pessoa geneticamente predisposta, os maus hábitos alimentares e sedentarismo precipitarão o desenvolvimento da obesidade. Algumas disfunções endócrinas também podem levar ao desenvolvimento da obesidade. Por isso, na hora de pensar em perder peso, procure um especialista.
7- Para o tratamento da obesidade, médicos podem usar fatores de risco e outras doenças para terem a noção da gravidade da situação do paciente. Por exemplo, apnéia do sono, diabetes mellitus tipo 2 e arteriosclerose são doenças que indicam a necessidade de uso de medicamentos da obesidade já em pacientes com sobrepeso (IMC 25 - 29,9 kg/m2).
8- A Lei 11.721/2008 determina que o 11 de outubro é Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. A data havia sido criada, há cerca de dez anos, pela Federação Latino-Americana de Obesidade, porém reconhecida, em 1999, pelo Governo Federal e instituída no Brasil, na época, com o nome de Dia Nacional de Combate à Obesidade. A World Obesity também adota o dia 11 de outubro como o dia mundial da obesidade.
9- A prevenção contra a obesidade passa pela conscientização da importância da atividade física e da alimentação adequada. O estilo de vida sedentário, as refeições com poucos vegetais e frutas, além do excesso de alimentos ricos em gordura e açúcar precipitam o aumento do número pessoas obesas, em todas as faixas etárias, inclusive crianças.
10 -Está comprovado que relacionamentos sociais e romances são menos frequentes entre obesos, já que eles saem menos de casa devido à diminuição da autoestima. Agora, uma vez existindo o relacionamento, a obesidade pode interferir no relacionamento sexual. Ela está relacionada à redução da testosterona, o que pode levar a redução de libido e a problemas de ereção nos homens. Já nas mulheres, existe uma redução dos níveis de hormônio feminino e aumento no nível dos masculinizantes. As mulheres podem apresentar aumento de pêlos, irregularidade menstrual e infertilidade. As chances de todos esses problemas se resolverem, com uma perda de peso na ordem de 10%, são bem grandes.
Consultoria da Dra. Maria Edna de Melo, presidente do Departamento de Obesidade/ABESO - Gestão 2017/2018 

Gordofobia:
Estudos indicam que, apesar dos esforços de conscientização, atitudes preconceituosas explícitas contra gordos aumentaram consideravelmente entre 2001 e 2010. Ainda é mais comum, no entanto, que o preconceito apareça travestido de elogio ou preocupação. Frases como “você tem o rosto tão bonito, por que não emagrece?”, “nossa, eu que sou mais magra que você não tenho coragem de usar biquíni” ou “seu marido é tão magro e você é tão gorda, dá certo?” são ouvidas por mulheres como Evelyn dia sim, outro também. Elas são reflexo da chamada gordofobia, o preconceito ou intolerância contra pessoas gordas.
Enquanto injúria racial e violência contra a mulher são consideradas crime no Brasil, o preconceito com pessoas gordas não apenas passa batido como é até encorajado por órgãos de saúde pública e campanhas de publicidade, especialmente durante o verão, quando os corpos estão mais à mostra. Mas por que, afinal, há tamanha intolerância com o corpo gordo?

Muitos dos mitos relacionados com o peso têm a ver com a ideia de que a obesidade é controlável — portanto, representa negligência. Mas o excesso de peso não é necessariamente resultado de comer demais. Vários outros fatores podem contribuir, como falta de sono, condições socioeconômicas, medicamentos, desequilíbrio hormonal, genética, problemas de saúde mental e até mesmo a poluição do ar. Ou seja, segundo Altheia, dizer que uma pessoa é obesa porque ela come demais e não se exercita muito é fazer uma generalização.

Outro mito comum é a noção de que pessoas gordas não são saudáveis apenas por serem gordas. Hoje, a obesidade é identificada com o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), um número obtido por meio da relação entre altura e peso. O Índice de Massa Corporal é uma classificação da antropometria, um segmento da antropologia que mede o corpo humano e suas partes, e começou a ser usado a partir do século 19 como forma de estabelecer normas sociais e definir o que seria um “corpo humano normal”.

Essas tentativas de definir e categorizar pessoas entre normais e anormais estão fortemente associadas à eugenia, ciência que tenta determinar quais seriam os seres humanos com o melhor patrimônio genético — e que já serviu de justificativa para genocídio, escravidão e colonização.

Há um termo para isso na chamada “sociologia da obesidade”: healthism (ou higiomania, em português), que é um julgamento moral sobre alguém com base em sua saúde ou preocupação em excesso com a saúde. De acordo com esse estudo, quem não é considerado saudável ou que faz coisas contrárias ao que é tido como tipicamente saudável acaba sendo visto como uma pessoa ruim ou com moral negativa. “Cada vez mais aumentamos nossas expectativas sobre as pessoas em termos de saúde e comportamentos saudáveis, e é uma expectativa disseminada, que permeia a vida social, profissional e educacional dos indivíduos”, diz Michaela Null, professora de Sociologia da Universidade de Wisconsin-Fond du Lac.

“O estudo do healthism não é contrário à saúde, apenas questiona como entendemos a saúde, quem responsabilizamos pela saúde, como ela está relacionada a sistemas de poder e a crescente pressão para que as pessoas aparentem saúde.” Segundo Null, cuja especialidade é sociologia da obesidade, essa área do conhecimento se dedica a pensar criticamente sobre como o peso de alguém é frequentemente usado como indicador de saúde e como a ideia de ser magro resulta em projeções sobre a qualidade de alguém como pessoa.

                 Saúde? Isso é relativo
Estudo recente encabeçado por psicólogos da Universidade de Los Angeles (Ucla) apontou que usar o IMC para determinar índice de saúde levou à classificação incorreta de 54 milhões de americanos saudáveis como “doentes”. De acordo com a pesquisa, que cruzou dados de IMC com os de exames laboratoriais, quase metade dos norte-americanos considerados acima do peso conforme seus índices de massa corporal são saudáveis, assim como aproximadamente 20 milhões de obesos. Além disso, mais de 30% das pessoas com o IMC considerado normal na verdade não estão saudáveis. Conclusão? Obesidade não é sinônimo de doença, assim como magreza não é sinônimo de saúde.

Algo que já sabia Luciane Barros, criadora do Africa Plus Size Fashion Week, um projeto pioneiro no Brasil que faz desfiles de moda e cria peças para mulheres gordas e negras com a missão de valorizar a beleza de diferentes tons e tamanhos. Durante mais de oito anos, Luciane praticou boxe profissionalmente, inclusive treinando para competições. O manequim 48 não foi empecilho para ela, cujos exames de saúde não apontavam qualquer problema com colesterol ou diabetes. Barros era gorda, saudável e lutadora de boxe.

“Perceber que ser gordo ou magro não define saúde foi o que me impulsionou a criar o Africa Plus Size Fashion Week. Por preconceito, foi pregado que o gordo não tem saúde. E isso não é verdade, comecei a perceber que isso não me definia”, explica. Na realidade, conforme pesquisa publicada no periódico Archives of Internal Medicine, uma em cada quatro pessoas magras sofre dos riscos associados à obesidade. Ao mesmo tempo, 15% dos norte-americanos que são considerados “muito obesos” de acordo com seu IMC (o que equivale a mais de 2 milhões de pessoas), estão, de fato, saudáveis.

O problema é que o IMC não traz dados sobre hábitos saudáveis, hormônios, taxas de colesterol e triglicerídeos, além de outros fatores que são detectados por meio de exames laboratoriais e dizem muito mais respeito à saúde de alguém do que o tamanho de um corpo.
Padrões que adoecem
Bernardo Costa sempre foi a única pessoa gorda da família, que o pressionava para emagrecer. Ao começar a frequentar a cena gay do Rio de Janeiro, sentiu vontade de se “montar” como as drag queens que ele tanto admirava. Um dia, vestiu um maiô preto brilhante, fez uma maquiagem elaborada e foi para a pista. “Você não tem vergonha de usar as roupas que usa com esse seu corpo?”, ouviu de um conhecido. A verdade é que não, muito pelo contrário. “Eu me monto e as pessoas me olham torto, às vezes me pergunto se estou me expondo demais. Mas tem que ser na luta, dei minha cara a tapa — alguns gostaram, outros não”, diz. “A gente tem que se soltar. A vida é muito curta, não podemos nos prender a preconceitos.” Mas se soltar não é algo tão fácil: os efeitos da gordofobia também podem ser sentidos na vida emocional e são capazes de abalar o psicológico.

Tamara Greenberg, psicóloga especializada em trauma e saúde mental que atende pacientes em San Francisco (EUA), nota que pessoas estigmatizadas pelo seu peso muitas vezes passam a acreditar que não merecem ser amadas. “Pessoas com sobrepeso são extremamente estigmatizadas e estereotipadas. Eu vi mulheres obesas concluírem que ninguém se sentiria atraído por elas por causa de seu peso, mas isso simplesmente não é verdade”, afirma à GALILEU.

“Elas adotaram essas ideias sobre quem merece atenção com base em ideais de beleza atuais, mas basta olhar uma pintura renascentista para ver como esses ideais mudam.” Segundo Greenberg, a implicância com a obesidade diz mais sobre as pessoas que fazem comentários desnecessários a respeito do corpo alheio do que sobre os próprios obesos. “Aqueles que têm problemas com indivíduos com sobrepeso possuem muitas ansiedades relacionadas a comida”, destaca.

De fato, não são só as pessoas obesas ou com sobrepeso que sofrem gordofobia. Qualquer um que não se encaixe nos padrões de beleza pode se sentir estigmatizado e, como resultado, desenvolver doenças como bulimia e anorexia, problemas comuns entre adolescentes. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma a cada cinco meninas brasileiras com idade entre 13 e 15 anos se acha gorda ou muito gorda. Entre as entrevistadas, apesar de 21,8% se considerarem gordas ou muito gordas, o desejo de perder peso atinge 30,3% delas. É uma ansiedade generalizada, que pode vitimar jovens que levam padrões de beleza a sério demais.

Em São Paulo, segundo pesquisa da Casa do Adolescente, da Secretaria de Estado da Saúde, 77% das adolescentes apresentam propensão a desenvolver algum distúrbio alimentar, seja anorexia, seja bulimia, seja compulsão por comer. Entre as participantes do estudo, 85% acreditam que existe um padrão de beleza imposto pela sociedade; 46% disseram que mulheres magras são mais felizes; e 55% adorariam simplesmente acordar magras. Outro balanço do mesmo órgão apontou que, em média, a cada dois dias uma pessoa é internada por anorexia ou bulimia somente nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo.

De boas intenções...
Não bastasse a discriminação diária, se você é gordo há uma grande probabilidade de que o seu salário seja menor só por causa de sua aparência. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos em 2013 encontraram uma relação inversa entre obesidade e um salário robusto, digamos. Conforme estudo da Universidade Cornell, quanto mais rico você for, maior a probabilidade de ser saudável. E, se você é mulher e de alguma minoria racial ou étnica, você é mais propensa a ser obesa.

Segundo John Cawley, professor de Cornell e responsável pela pesquisa que analisa os efeitos econômicos da obesidade, a pobreza pode engordar algumas pessoas, mas a obesidade definitivamente empobrece as pessoas, em especial as mulheres. As obesas em geral têm 50% menos chances de frequentar o ensino superior, 20% menos chances de se casar, sete vez mais chances de ter depressão e recebem 9% a menos que mulheres não obesas.

Um outro estudo de 2015, desta vez da Universidade Vanderbilt, concluiu que mulheres obesas têm mais possibilidade de trabalhar em empregos com ênfase em atividade braçal em detrimento daqueles voltados à interação com o público, uma tendência não observada com homens obesos. Mesmo quando elas atuam em postos que exigem interação física, mulheres obesas recebem menos do que mulheres não obesas, que por si só já ganham, em média, dois terços a menos do que os homens pelo mesmo serviço nos Estados Unidos.

Por que não é preguiça
O sobrepeso não é necessariamente resultado de comida em excesso ou falta de atividade física. Conheça alguns fatores comprovados cientificamente
Falta de sono - Segundo uma pesquisa do King’s College London, pessoas que dormem menos de sete horas por dia consomem, em média, 385 calorias diárias a mais do que aquelas que dormem além disso.

Condições socioeconômicas - Uma pesquisa desenvolvida pelo Ministério da Saúde apontou que o excesso de peso está ligado à escolaridade: 57,3% dos brasileiros com até oito anos de estudo estão com excesso de peso, enquanto aqueles com mais de 12 anos de estudo fazem o índice cair para 48,4%.

Medicamentos - Alguns remédios e até anticoncepcionais formulados à base de estrógeno colaboram no ganho de peso.

Desequilíbrio hormonal - Um desequilíbrio na glândula tireoide pode causar o hipotireoidismo, que desacelera o metabolismo, o que dificulta o gasto de energia e retém sal e água, levando ao inchaço.

Genética - Estudos realizados com gêmeos mostram que a genética influencia nosso peso entre 40% e 70%. Há inclusive genes associados ao acúmulo de gordura, como o FTO — um levantamento recente publicado na revista Nature comprovou que ratos sem esse gene nunca ficam obesos, mesmo comendo muito e se movimentando pouco.




Minhas considerações:

     Analisando as respostas, observo que a maioria da sociedade e digo isso através da representatividade dos entrevistados que, o preconceito existe. Onde se observa que os adultos são muito mais preconceituosos do que as crianças, sendo assim o mesmo possa ser aprendido e/ou adquirido socialmente ao longo da nossa vida. A maioria das pessoas já ouviu falar contra o preconceito aos obesos: gordofobia, e até mesmo já sentiu esse ou outra forma de preconceito na pele.
      A resposta que me deixou triste e realmente surpresa foi a última questão, em que a maioria dos entrevistados acredita que o biotipo, aparência ou o peso possa atrapalhar  nas atividades profissionais e capacidades dos indivíduos. Eu creio que possa ser limitante, mas não incapacitante. É claro que devemos levar a saúde em conta sobre a aparência!

     Usando o exemplo deste vídeo, sobre a questão 2: https://www.youtube.com/watch?v=LxiO8rNiQtA


 

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